Trabalhos desenvolvidos por alunas da FAMEU foram apresentados no ISTH 2026, um dos principais eventos científicos do mundo nas áreas de trombose e hemostasia

Alunas da FAMEU apresentam trabalho na ISTH em Paris
Alunas da FAMEU apresentam trabalho na ISTH em Paris

As estudantes de Medicina Raíssa Lima de Novais e Gabriely Martins Silva desembarcaram no fim de julho no aeroporto de Uberlândia com uma bagagem recheada de experiências. As duas retornaram da França onde participaram do ISTH 2026 Congress, realizado em Paris. Fundada em 1969, a ISTH reúne mais de 7 mil médicos, pesquisadores e educadores, com atuação em mais de 100 países. A organização desenvolve iniciativas voltadas ao avanço da compreensão, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas à trombose e à hemostasia, além de promover congressos, atividades de pesquisa, publicações científicas e ações de conscientização em escala global.

Raíssa e Gabriely representaram a Faculdade de Medicina de Uberlândia, a Fameu. Elas apresentaram dois estudos: “Deaths from Obstetric Embolism in Minas Gerais, Brazil: Epidemiological Analysis and Hemostatic Pathophysiology (2020–2024)” e “Dengue Lethality in Uberlândia, Minas Gerais, Brazil: Epidemiological Analysis of 134,506 Reported Cases (2016–2026)”. As pesquisas desenvolvidas dentro do ambiente da UNIFATRA demonstram como a iniciação científica pode aproximar o estudante de Medicina de problemas concretos enfrentados pela população e, ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade de analisar dados, compreender mecanismos biológicos e refletir sobre políticas de saúde. Os trabalhos foram desenvolvidos sob orientação do professor da FAMEU Silvio Divino de Oliveira Júnior, mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU)  e do médico infectologista Abel Dib Rayashi.

Fameu: ensino e pesquisa em Medicina
Fameu: ensino e pesquisa em Medicina

Para a estudante Gabriely, a experiência mostrou que a pesquisa produzida durante a graduação também pode contribuir para ampliar o debate internacional sobre os desafios enfrentados pelo sistema de saúde brasileiro. “Quando levamos dados do SUS para um congresso internacional, não estamos apresentando apenas números. Estamos levando histórias, desafios da saúde pública brasileira e questões que precisam ser discutidas globalmente. Mostrar a realidade epidemiológica do nosso país em um evento desse porte também é uma forma de contribuir para que doenças negligenciadas recebam maior atenção da comunidade científica internacional”, afirma a estudante.

Pesquisa como parte da formação médica

ISTH reuniu mais de 7 mil médicos
ISTH reuniu mais de 7 mil médicos

A participação em um congresso internacional desse porte representa uma oportunidade de aprendizado que vai além da apresentação dos resultados de uma pesquisa. Durante o ISTH 2026, as estudantes participaram de sessões de pôsteres, mesas científicas e atividades de networking, momentos em que puderam conversar sobre seus estudos com especialistas, conhecer novas linhas de investigação e estabelecer contatos que podem contribuir para futuras parcerias acadêmicas.

A experiência também permitiu que as acadêmicas percebessem que a produção científica desenvolvida na graduação pode dialogar com pesquisadores de diferentes partes do mundo. “Foi uma experiência transformadora perceber que pesquisadores que sempre vimos como referências na literatura científica estavam genuinamente interessados em discutir nossos resultados. O ambiente era extremamente receptivo, e as conversas que surgiram após a apresentação dos trabalhos abriram portas para futuras colaborações e intercâmbios científicos. Voltamos com a certeza de que a ciência produzida na FAMEU tem espaço para dialogar em nível internacional”, relata Raíssa.

O contato com pesquisadores ligados a instituições de referência internacional reforçou ainda mais a dimensão da experiência. O congresso contou com a participação de especialistas e pesquisadores vinculados a instituições como Johns Hopkins, Instituto Karolinska, Peking Union Medical College e universidades como Yale, Oxford, Pádua e Harvard.

Nesse contexto, o apoio institucional para que estudantes tenham acesso a ambientes de produção e discussão científica contribui para uma formação médica mais ampla. A presença das alunas no ISTH 2026 também evidencia o papel da orientação docente e da integração entre ensino e pesquisa. Ao longo da graduação, o estudante passa a compreender que o conhecimento médico não é estático e que a prática profissional exige atualização permanente, capacidade de investigação e disposição para buscar respostas para problemas que ainda desafiam a ciência.

Do ambiente acadêmico para a realidade profissional

O incentivo à pesquisa faz parte de uma proposta mais ampla da UNIFATRA de aproximar seus estudantes da realidade que encontrarão no exercício da profissão. Essa aproximação ocorre por meio da integração entre ensino, pesquisa e experiências práticas, além da construção de parcerias com diferentes setores da sociedade.Na área da saúde, essa conexão permite que os alunos tenham contato com problemas reais e compreendam, ainda durante a formação, os desafios enfrentados por profissionais, instituições, gestores e pela população

João Gonçalves, reitor da UNIFATRA: “foco em formação com excelência”
João Gonçalves, reitor da UNIFATRA: “foco em formação com excelência”

Ao mesmo tempo, o apoio à participação dos estudantes em eventos científicos nacionais e internacionais reforça a preocupação da UNIFATRA com a qualificação profissional. Para João Gonçalves, reitor da instituição, “o entendimento que temos é de que o incentivar à produção acadêmica desde os primeiros anos da graduação é também uma forma de preparar profissionais mais críticos, atualizados e capazes de tomar decisões baseadas em conhecimento científico. Ter a FAMEU representada em um evento global demonstra nosso foco em uma formação com excelência”.

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