
Estrutura recebe novos modelos para treinamento de habilidades clínicas e prepara estudantes para situações que serão vivenciadas no atendimento a pacientes

Antes de entrar em um hospital e assumir, pela primeira vez, a responsabilidade diante de um paciente, o estudante de Medicina precisa ter a oportunidade de experimentar, errar, corrigir e tentar novamente. É com essa proposta que a UNIFATRA amplia seu Centro de Simulação Realística, espaço dedicado à preparação prática dos futuros profissionais de saúde e que passa a contar com novos modelos e tecnologias para tornar os treinamentos ainda mais próximos da realidade.
Entre as novidades está a chegada de novos modelos para a preparação dos alunos, como o Caleb, um simulador mais moderno, sensível e com novas funcionalidades. O equipamento permite ampliar a precisão dos treinamentos e realizar avaliações mais acuradas, como a mensuração da pulsação e da carótida, além de oferecer recursos que ajudam os estudantes a desenvolver habilidades clínicas em um ambiente controlado. Para a Dra. Mariana Daud, coordenadora de avaliação da UNIFATRA, a proposta é fazer com que o conhecimento adquirido em sala de aula seja gradualmente transformado em competência profissional. “A simulação permite que o aluno deixe de ser apenas um observador e passe a assumir uma postura ativa diante de uma situação clínica. Ele precisa reconhecer sinais, avaliar o quadro, pensar nas possibilidades, tomar decisões e entender as consequências de cada escolha. É uma forma de aproximar o conhecimento teórico da prática, mas em um ambiente seguro e controlado”, explica.

No Centro de Simulação Realística, os estudantes podem treinar desde o reconhecimento de sinais e alterações no estado clínico até procedimentos que exigem maior domínio técnico. A estrutura permite simular situações em que o aluno precisa realizar infusões e aplicações, fazer drenos, manejar vias aéreas e até treinar uma intubação.
A ideia é que procedimentos e situações complexas não sejam experimentados pela primeira vez quando o estudante estiver diante de um paciente real. Na simulação, é possível interromper uma atividade, receber orientação, corrigir uma conduta e repetir o treinamento quantas vezes forem necessárias para desenvolver maior segurança e consistência. “A aula teórica é fundamental, mas conhecer um protocolo não significa necessariamente saber aplicá-lo diante de uma situação complexa. No cenário de simulação, o estudante precisa integrar conhecimento científico, raciocínio clínico, execução de procedimentos, comunicação e tomada de decisão. Ele também aprende a reconhecer seus próprios limites e a importância de pedir ajuda quando necessário”, afirma Mariana.

Na graduação em Medicina da UNIFATRA, o Centro de Simulação Realística é utilizado pelos estudantes do 5º ao 8º período. Essa etapa antecede o momento em que os alunos começam a vivenciar de maneira mais intensa os cenários reais de atendimento. É nesse intervalo entre o aprendizado teórico e a chegada ao ambiente assistencial que a simulação ganha importância. O estudante pode vivenciar situações clínicas semelhantes às que encontrará posteriormente em hospitais, clínicas e unidades de atendimento, desenvolvendo habilidades técnicas e, ao mesmo tempo, aprendendo a lidar com a pressão, a comunicação e o relacionamento com o paciente. “É uma oportunidade de começar a tirar o conhecimento da teoria e entender como ele funciona na prática. Quando a gente está em sala de aula, aprende os conceitos e os procedimentos.
Esse processo também envolve a dimensão comportamental da formação médica. Os cenários podem simular não apenas uma condição clínica, mas também situações de comunicação e relacionamento com pacientes e equipes. Dessa maneira, o estudante é estimulado a desenvolver uma postura profissional que envolve escuta, clareza na comunicação, responsabilidade e capacidade de trabalhar em conjunto. A simulação, portanto, não se limita ao aprendizado de procedimentos. O objetivo é preparar o aluno para cuidar de pessoas, tomar decisões e atuar em equipe.
Preparação também para o internato
A ampliação do Centro de Simulação Realística acompanha uma nova etapa da formação dos estudantes de Medicina da UNIFATRA. A partir do 9º período, começa o internato, fase em que o aluno passa a estar ainda mais próximo da rotina dos serviços de saúde e das situações reais de atendimento. A proposta é que o centro continue sendo utilizado também durante esse período. Depois de vivenciar experiências no cenário real, o estudante poderá retornar ao ambiente controlado para revisar situações que encontrou na prática, discutir dificuldades e se preparar melhor para novos desafios.
A dinâmica cria um movimento contínuo entre teoria, simulação e realidade. O aluno aprende os fundamentos em sala de aula, testa seus conhecimentos no ambiente simulado, vivencia o atendimento real e pode novamente retornar à simulação para aperfeiçoar aquilo que identificou como necessidade de desenvolvimento.
Tecnologia a serviço da formação médica

O investimento em novos equipamentos e tecnologias faz parte da estratégia da UNIFATRA de preparar profissionais para uma realidade cada vez mais complexa na área da saúde. Para o Dr. Ben-Hur, coordenador do curso de Medicina, o uso de recursos tecnológicos na educação médica precisa estar associado a uma formação que combine conhecimento, prática e humanização. “A tecnologia tem um papel muito importante na formação dos futuros médicos porque permite criar experiências de aprendizagem cada vez mais próximas da realidade. Mas ela não substitui o professor, o contato humano ou a experiência nos cenários reais. Ela amplia as possibilidades de treinamento e permite que o aluno chegue mais preparado para esses momentos”, afirma.
Segundo Bem-Hur, investir na estrutura de formação significa oferecer aos estudantes condições para desenvolver não apenas habilidades técnicas, mas também segurança, responsabilidade e capacidade de decisão.
A expansão do Centro de Simulação Realística reforça, assim, uma proposta de formação que busca unir inovação e acolhimento. Ao reproduzir situações que fazem parte do cotidiano da profissão, a UNIFATRA oferece aos estudantes a possibilidade de aprender antes de enfrentar os desafios reais e de continuar aprendendo depois de encontrá-los.
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