Etapa obrigatória da graduação marca o primeiro contato dos estudantes com a prática médica e será realizada em unidades de saúde de Uberlândia, Monte Carmelo e Catalão

Santa Casa de Catalão é uma das unidades que receberão estudantes FAMEU
Santa Casa de Catalão é uma das unidades que receberão estudantes FAMEU

Começou nesta segunda-feira (3) o internato dos alunos do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Uberlândia (FAMEU). A nova etapa da formação acadêmica envolve 50 estudantes que estão no 9º período. Eles encerram o ciclo de formação teórica e passam a vivenciar a prática médica intensiva, acompanhando atendimentos e profissionais de saúde em diferentes níveis de atenção.

O internato é uma etapa obrigatória do curso de Medicina e corresponde ao estágio curricular obrigatório realizado entre o 9º e o 12º período da graduação. A atividade é prevista pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e tem como objetivo aproximar o estudante da realidade dos serviços de saúde, permitindo que os conhecimentos desenvolvidos ao longo do curso sejam aplicados na prática.

FAMEU: contato com a profissão desde os primeiros períodos
FAMEU: contato com a profissão desde os primeiros períodos

Durante o internato, os futuros médicos acompanham o atendimento à população e vivenciam diferentes níveis de atenção à saúde. Na atenção primária, por exemplo, os estudantes participam de consultas e pequenos procedimentos, acompanhando a rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Já na atenção secundária, têm contato com diferentes especialidades médicas, como pediatria, ortopedia e ginecologia. Na atenção terciária, a formação inclui experiências em áreas de maior complexidade, como cirurgias, partos e unidades de terapia intensiva (UTIs).

Para oferecer uma experiência ampla a seus estudantes, a FAMEU, instituição integrante da UNIFATRA, firmou convênios com diferentes unidades e serviços de saúde. A formação dos alunos será realizada em três municípios: Uberlândia, Monte Carmelo e Catalão, em Goiás.

Em Uberlândia, os estudantes atuarão em unidades vinculadas à Secretaria Municipal de Saúde, incluindo o Hospital Municipal, na unidade Santa Catarina, e a Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), no bairro Umuarama. Em Monte Carmelo, o internato será realizado no Hospital Municipal. Já em Catalão, os alunos terão atividades na Santa Casa de Misericórdia de Catalão.

Dr.Mariana Daud, uma das responsáveis pelo acompanhamento dos alunos
Dr.Mariana Daud, uma das responsáveis pelo acompanhamento dos alunos

Para a coordenadora de avaliação da FAMEU, Mariana Daud, a possibilidade de vivenciar a realidade da saúde em diferentes municípios contribui para uma formação mais completa. “Os alunos poderão vivenciar a saúde em três realidades diferentes, em municípios de diferentes tamanhos e com realidades bem distintas. Isso produzirá um conhecimento mais rico para uma formação mais ampla.”

Aprendizado acompanhado por preceptores

Para garantir o acompanhamento das atividades e o aprendizado dos estudantes durante o internato, a FAMEU contratou médicos que atuarão como preceptores nas unidades de saúde parceiras. O preceptor é o profissional médico responsável por acompanhar os estudantes durante as atividades práticas, orientando a atuação dos futuros médicos e contribuindo para que as experiências vivenciadas nos serviços de saúde estejam alinhadas aos objetivos de aprendizagem da graduação.

: João Gonçalves, reitor da UNIFATRA: “formação preocupada com o público”
: João Gonçalves, reitor da UNIFATRA: “formação preocupada com o público”

A presença dos estudantes também representa uma oportunidade de troca de experiências para as instituições que recebem os acadêmicos. A aproximação entre ensino e serviço permite que os futuros médicos conheçam de perto as diferentes realidades do sistema de saúde e, ao mesmo tempo, contribuam para a rotina das unidades onde realizam a formação.

Para o reitor da UNIFATRA, João Gonçalves, o início do internato representa uma nova etapa para a instituição e reforça a proposta de formar profissionais preparados para compreender as diferentes necessidades da população. “Estamos sedimentando nossa crença e nosso foco em uma formação médica preocupada com o serviço público, levando nossos estudantes a conhecer a realidade brasileira para se tornarem profissionais melhores.”

Adenilson Lima, sec. mun. de Saúde de Uberlândia. Portas abertas para o aprendizado
Adenilson Lima, sec. mun. de Saúde de Uberlândia. Portas abertas para o aprendizado

Em Uberlândia, a parceria com a rede municipal de saúde também é considerada estratégica para a formação dos estudantes. Para o secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima, a integração entre a formação acadêmica e o serviço público contribui para preparar profissionais mais próximos da realidade da população. “Com o internato, atuamos para enriquecer a formação em Medicina com o serviço público, entregando para a sociedade uma formação mais completa para os futuros médicos.”

Experiência em diferentes níveis de atendimento

Dr. Petterson Idelmino França, Santa Casa de Catalão
Dr. Petterson Idelmino França, Santa Casa de Catalão

Entre as instituições parceiras está a Santa Casa de Misericórdia de Catalão, que recebe os estudantes da FAMEU para a realização do internato. A unidade realiza mais de 4 mil atendimentos por mês e oferece aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar áreas como clínica médica, clínica cirúrgica e terapia intensiva.

Para o responsável técnico da Santa Casa de Catalão, o cardiologista Petterson Idelmino França, a presença dos estudantes contribui para a troca de conhecimentos e amplia as experiências oferecidas pela instituição. Segundo ele ,”a presença dos alunos na unidade enriquece nosso atendimento. Vamos oferecer para os alunos toda a experiência do atendimento em média complexidade. É um atendimento muito amplo. O hospital é muito completo para contribuir para a formação dos futuros médicos.”

Além da vivência clínica, a rotina hospitalar também permite que os estudantes acompanhem o trabalho integrado de diferentes profissionais. Segundo Petterson, essa convivência contribui não apenas para a formação técnica, mas também para o desenvolvimento das relações interpessoais necessárias à atuação médica. “Além do relacionamento com outros profissionais da saúde, como enfermeiros e técnicos, eles terão, além da formação como profissionais, também a oportunidade de desenvolver o relacionamento interpessoal.”, disse.

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